
Dorothy cresceu...
- Por que vc é tão impulsiva, insensata... e por que faz coisas absurdas que ninguém entende?
- É que o meu coração tem razões que a própria razão desconhece. E eu não tenho medo. Não tenho!
Enfim, pairei sob meu destino...

(Presente antecipado de aniversário, que coisa boa...)
Shopping Iguatemi Fortaleza recebe a partir desta quinta-feira, dia 22, o famoso musical “Mágico de Oz”, uma superprodução da Broadway com direção do premiado Billy Bond. O espetáculo, que acaba de fazer excursão pela Argentina, Chile, Peru e sudeste brasileiro, reúne cerca de 100 profissionais em cena e nos bastidores.
Inédito no Nordeste, “Mágico de Oz” será encenado em uma grande tenda climatizada, no estacionamento do Shopping, nos dias 22, 23, 24, 25, 29, 30 e 31/03 e 01/04, de quinta a domingo, cumprindo uma maratona de três apresentações diárias, totalizando 24 espetáculos, inclusive sessões especiais para escolas.
O espetáculo apresenta recursos de produção de alta tecnologia e abusa dos efeitos especiais para dar mais realidade ao show, como os enormes ventiladores e gelo seco para dar a sensação de vendaval.
(fonte: Portal Verdes Mares)
A sola da minha sandália descolou e não há super-bonder que dê jeito. Tudo que é meu arranja um jeito de quebrar na hora mais difícil de aranjar uma substituição. Cadê, cadê? Tenho um monte de coisa e não tenho nada. Logo na hora que eu preciso sair...
Peguei uma carona cultural ontem, voltando do interior - presente de Deus, que ouviu minhas preces e livrou minha humilde paciência das cinco horas num ônibus cheio de turistas tagarelas e mal-cheirosos. Um jornalista, uma artista plástica, uma advogada, risos, pastéis, sorvete, churrasco e muita cerveja - que diferença! Inicialmente encabulada, ouvi de tudo um pouco. De exposições, de viagens, de programas de TV, de política, de direito, de tudo. Depois, livrando-me da cerimônia usual, dividi minhas impressões, silogismos e narrativas. Senti-me à vontade, como há muito não me sentia. Descobri que o mundo precisa mesmo é de arte. Fazer arte no Brasil, clichê ou não, é mesmo muito difícil, seja para quem for. Fazer com que as pessoas prestem mais atenção à arte e façam dela uma terapia para a vida, mais difícil ainda. Quantos passam seus dias sem entender e sem tentar conhecer seus melhores dons (minha música, minha escrita, sinto como se não pudesse viver sem elas). Quantos não têm a oportunidade de repensar a rotina e investir um pouco mais em momentos de descobertas acerca do que são verdadeiramente capazes. Precisamos, mesmo, fazer embutir a ânsia pelo que existe de diferente e curioso em cada um, porque muitos talentos nem sabem mesmo que existem, e fazem falta. Felizmente, ainda se encontra no meio do caminho pessoas que pensam, vivenciam e discutem a necessidade de incentivar essas descobertas. Pessoas que nos fazem passar mais de cinco horas na estrada e não ver o tempo passar. Artistas, como tantos que nem sabe que o são. Adorei, mesmo, encontrá-los no lugar mais improvável do mundo.
Nos últimos dias, comi o pão-que-o-diabo-amassou com café, leite e margarina. Tava fresquinho, fresquinho...
O vidro anti-reflexo encobre os olhos verde-oliva de Matilde. Ela não consegue tirar uma cutícula ou um esmalte descascado sem a a ajuda do vidro que camufla seus dois graus de miopia. Pensa em corrigir, até, com a ajuda daquele cliente oftamologista, que ofereceu a cirurgia por um preço razoável. Mas, ainda assim, acha muito caro. Para quem ganha a vida escarnando cantos de unha e cheirando acetona é muito sacrificante pagar pelo abandono de um acessório que adorna seu visual há mais de vinte anos. Ademais, já foi muito elogiada, inclusive por clientes da "high-society", por usar a armação de acetato de oncinha. Coisa de gente fashion, como murmurava sorridente sua última patroa. Também já pensou nas lentes de contato, mas sempre lhe dá agonia imaginar em inserir aquele vidrinho no olho, depois de gastar horas limpando com soro fisiológico. Então, continua míope mesmo. Não é a pior coisa do mundo, como diz seu namorado cheiroso. Ele mesmo adora arrancar suas roupas e deixá-la apenas com os óculos enquanto a beija, ela percebe. E Matilde sabe que tanto da vida já passou por através daqueles campos-de-força cinzentos, que sente como se eles fossem essenciais para disfarçar aquilo que nunca consegue mostrar de si mesma. Talvez não possa ser vista, como verdadeiramente é, sem seu magnífico par de lentes. Não importa, então, quem não goste e quem não entenda. É ela, é o sentido de usar, e pronto.
Vê que não sou quem deixa a vela acesa no quarto. Vê que ajoelho e rezo. Fujo do vazio do meu diafragma e partilho minhas palavras com Deus num monólogo diário absolutamente incompreensível. Vê que canto. Quem canta reza duas, três, mil vezes a mais porque expõe a alma e transforma tudo em emoção. Vê que agradeço. Atento para o fato de que tenho tudo demais enquanto a maioria tem tudo de menos. Vê que tento. Meu mundo parece melhor que o de muita gente, mas desejo o fim dessa dispardade de valores humanos e materiais. Vê que sonho. Sacrifico minha realidade em prol das alegrias das doces ilusões. Vê que contribuo. Meu suor diário é a certeza de que cada um deve usar sua lucidez e sua incolumidade em prol de um bem maior. Vê que amo. E para quem ama, da forma que souber, tudo é absurdamente justificável.
Entre uma parada e outra de estação, perdia meus pensamentos nas vagas e ternas imagens do meu doce menininho, revivendo sua presença naquele cantinho vazio do vagão. Seu cabelo liso na testa, seu sorriso encabulado, seu caderno cheio de segredos. Que falta que iria sentir de sua presença marcante, de seu olhar curioso, de seus fólios indecifráveis. Jamais entenderia o que aconteceu para que ele não mais estivesse ali, perto de mim, fazendo parte da minha vida apenas pelo casual encontro de todas as manhãs. Talvez ele nunca soubesse do carinho verdadeiro que senti, desde a primeira vez que o vi, daqueles sentimentos bons que a gente não explica de onde vem porque a garganta entope e o peito aperta. Talvez ele nem soubesse mesmo de mim, nem lembrasse mais do meu sorriso em sua direção, porque centenas de pessoas deveriam passar por ele e observá-lo do mesmo jeito, todos os dias. Talvez, eu nunca iria saber. Mas o que me perturbava mais naquele instante era deixar que um conto tão bonito acabasse sem que o protagonista jamais pudesse ter tido a oportunidade de conhecê-lo. Eu não parava de me censurar por nunca ter tido coragem de conversar com ele sobre o que, para mim, era algo tão especial. Então, antes que tivesse a chance de fechar os olhos e pensar, peguei um papel que tinha na bolsa e escrevi: tenho tanta raiva de mim, menininho... acho que está na hora de tirar você do meu coração. Fui até o canto esquerdo, onde ele sempre escorava sua mochila entre as pernas, e prendi o papel dobrado na esquadrilha da janela. Sabia o quão remota era a chance de aquela mensagem chegar às mãos dele, mas aquela era a única e última coisa que poderia fazer para compensar tudo que não fiz durante tantos meses de palavras silenciadas.
O trem parou, desci rumo ao meu destino final. Naquele mesmo dia, mudei meu horário na universidade, para que nunca mais tivesse de esperar aquele trem, nem mesmo entrar naquele vagão. No fundo, tinha medo de descobrir que aquele menininho, bem como todo o amor que sentia por ele, só existiam, mesmo, como frutos de minha poética imaginação.Os foliões caíram em sua aguardada ressaca, de volta ao mundo real. E, para mim, a vida em 2007 passou a existir, finalmente, depois do carnaval – até então, ainda não havia conseguido sentir a folhinha nova do calendário. Até ontem eu era uma das extraterrestres brasileiras que não sabia o que significava estar, durante cinco dias contínuos, à disposição de música, multidão, confetes, fantasias e muito gatorade (minha “cachaça” inseparável). Apesar disso, não tenho a triste sensação de que perdi anos da minha vida por não ter desfrutado de outros carnavais - justamente por ter sido a primeira vez, e quem sabe uma das últimas, é que deve ter sido especial como foi. E foi, muito especial, mesmo. Significou a alegria que há tempos não sentia, daquelas de dançar como se ninguém estivesse olhando e de abraçar os amigos e dizer: “obrigada, obrigada, obrigada! Eu estou tão feliz por estar aqui com vocês!”. Por outro lado, a folia significou horas de reflexão enquanto todos dormiam embriagados. Nem sei, mas meus desejos parecem absolutamente renovados depois de parar para observar atentamente toda a algazarra na avenida e na minha vida. Muita coisa mudou, lá fora, aqui dentro. Gente sumiu, gente apareceu. Agora eu entendo coisas que antes não entravam na minha cabecinha oca. Talvez eu tenha que parar de teimar comigo mesma, como se houvesse um “lupus” criando anticorpos contra o meu próprio destino e deixando de dar a devida atenção às tantas coisas e pessoas boas que dão muito de si por um sorriso meu; talvez o que não pode ser não seja mesmo, e que sirva apenas para ser guardado na gavetinha dos sonhos deixados no meio do caminho; talvez eu tenha que olhar um pouco mais para dentro de mim e esquecer a centena de rótulos que pregaram no meio da minha testa; talvez eu tenha que errar mais, para parecer mais falível e imperfeita; e talvez a pessoa mais imperfeita do mundo nem seja a mais perfeita para dividir esse momento imperfeito comigo. Enfim, talvez. De toda sorte, é tentando que a gente consegue ter certeza das coisas. E eu vou tentar, a partir de agora...
P.S. Eu poderia até mudar de nome porque não me reconheço mais depois dessa folia do bem
!!
O tempo está mudando. Os ares mais frios começam a chegar, anunciando a nova estação. Esta manhã, passei horas a observar as gotas da chuva fina descendo lentamente pelo vidro da janela. Parecia que o vento batia forte tentando chegar aos meus cabelos soltos, à minha pele ainda úmida, e chorava, chorava muito por não poder entrar. E eu sussurava: "fica calmo, vento, não precisa fazer mais esforços, nem chorar mais. Não adianta. Algumas barreiras que tentamos atravessar são mesmo intransponíveis...". Ao me ouvir, ele subitamente cessou a força. Mas as gotas continuaram a cair por mais algum tempo, até que voltou a ficar nublado, sem que ele conseguisse balançar uma única folha de árvore. Dai eu entendi que o vento havia assimilado, naquele instante, a lição que eu dolorosamente aprendi ontem à noite.
Amiga
Eu caí na minha pobre internet discada e tu já não estavas mais...
Não quero que fiques julgando que já acabou e que não terás um vida afetiva feliz... dê o tempo ao tempo... reavalie o tempo que tem gasto com o trabalho, por mais que ele esteja bem. Não se deixe consumir por ele, não esqueça que vc tb precisa de um tempo para si... De repente, dê uma de louca... vá sozinha a um barzinho e peça algo para beber, sinta o ambiente e as pessoas, de repente algum gatinho se aproxima para conversar, mesmo que seja um tribufú de feio, pode ser legal para bater um papo e se distrair... ou ligue para o pessoal daquela turma para organizar um encontro da turma dos solteiros... ou pegue a agenda do pessoal da faculdade ou do colégio e, por afinidade, dá uma ligada, assim, como quem não quer nada, para saber como estão (de repente surge um encontro tb). É legal, de vez em quando faço isso para resgatar as pessoas de quem gosto. Outra dica é fazer algum curso na tua área ou não, pois sempre se conhece alguém interessante ou, já que tudo aí é tão lindo, um dia podes te inscrever em algum passeio legal (tour) e fazer amizades....
A gente sempre tem uma fase em que se sente mais sozinha, ou mais triste, por diversas coisas; eu tb passei um tempo bem triste pois não tinha mais colegas solteiras. Sempre que queria sair, não tinha companhia, pois praticamente todas tinham namorado.... mas as coisas vão acontecendo, alguns separam dos namorados, outros amigos ou colegas aparecem, de repente um amor tb... que pode ser tb o amigo que o teu amigo casado te apresentou...enfim, pode ser qualquer um a qualquer momento...quem vai saber.....
No entanto, um coisa é certa: quanto mais agente pensa e espera por algo, mais o tempo parece uma eternidade! Procura não pensar só nisso, que todos casaram... existe muita vida fora do casamento.... e mais, tu sabes que és encantadora, leal, linda, com "N" atributos e que NÃO VAI FICAR PARA TITIA, NÉ?? Por favor.....
Muito legal tu quereres sair da rotina ...viajar e investir em ti... agora, vê se consegues vir... ficarei muiiiito feliz, de coração... Não estou te convidando por mera coincidência, vc é especial para mim. E já que moramos tão longe, pelo menos nos dias D´s, tínhamos que nos ver...como velhas comadres....isso quando ficarmos velhas, claro... Te consigo casa ou, se tiver com gatinho e quiser mais privacidade, vejo pessoalmente um hotel. O meu salão tem parceria com um hotel que dá 30% de desconto, mas tb tem outros conforme gosto e bolso...
Sabes que te adoro muito, apesar do tempo e da distância... Viu? tem pessoas que de longe gostam de ti, logo reflita mais e seja mais otimista, tá bom? E aproveite bastante sua terapia, vai te fazer bem, amiga. Se precisar de mim, meu ombro continua aqui... e se quiser, te mando bolinhas de chocolate, daquelas que a gente furtava no supermercado....heheh
Nunca vou esquecer do que passamos..um dia quero muito ficar vendo fotos e lembrando das aventuras...
... nossos passeios mega culturais...tirando fotos de tudo e todos...
... nossa despedida...como chorei....
Guardei aquele livro que me destes, lembra? E a jaqueta que comprei de ti, às vezes lembro...
hehee
beijos..tenho que ir...não te some, como o usual...heheh
Antes eu achava que felizes eram aqueles que tinham um milhão de amigos. Hoje eu tenho certeza de que apenas um, com qualidades inestimáveis, pode suprir a falta de qualquer multidão. Sendo assim, não se faz necessário tanta gente sem importância tomando espaço na vida da gente...
Quando nossos sentimentos estão extremamente confusos, surge aquele desejo de ir para um lugar distante, bem distante, longe de quem se conhece, para aquietar o espírito. E, depois de estar nesse lugar, a gente entende que não adianta fugir. A vida é um processo de escolhas, todos os dias, todas as horas. Optamos por ir, ou não ir. Pedir arroz branco ou à grega. Vestir uma roupa preta ou um jeans. Sair para trabalhar ou fingir que estamos doentes e ficar na cama. Ligar ou não ligar. Esquecer ou passar o resto da vida perguntando como teria sido. Enfim, quando se percebe que não adianta o tempo passar, uma vez que isso só culmina num adiamento de simples escolhas, colocamos uma vírgula, reticências ou um ponto final em nossos "assuntos pendentes". Não é bom, mesmo, deixar para amanhã o que pode ser feito hoje. E, como diz minha adorada mãe, nada como tempo, senhor da razão, para nos mostrar onde chegaremos depois de cada passo dado e cada decisão tomada.
Hoje eu estou assim, resolvendo minha vida e ajudando a Deus a trilhar o meu destino...
O coração agora aperta a garganta, sufoca, asfixia... a paz foi abalada, temporariamente, por todo aquele medo de amar, tentar, aprender. Ninguém deveria ter medo da vida e das sombras, mas, enfim, eu tenho.
Parece que preciso dar um passinho pra trás... ![]()